Home office: 9 em cada 10 brasileiros querem seguir com esse modelo de trabalho

Conclusão é de estudo que foi realizado globalmente pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive

A pandemia e as restrições que surgiram como consequência dela exigiram adaptações da maior parte dos ambientes de trabalho. O home office virou rotina para bilhões de pessoas e caiu no gosto da maioria. Agora, com uma retomada gradual da normalidade, esta opção de jornada de trabalho e o modelo híbrido ganharam força entre os colaboradores.

Segundo o estudo “O futuro da vida no trabalho”, feito pela Sodexo em parceria com a Harris Interactive, 92% dos brasileiros entrevistados querem continuar no modelo home office. O índice é maior do que a média do restante do globo (81%). “A razão para isso é porque as pessoas descobriram nesses dois anos de pandemia que, ao trabalhar de casa, conquistaram mais qualidade de vida e aumentaram sua produtividade”, destaca o diretor de Marketing e Produtos da Sodexo, Renato Pelissaro.

A pesquisa também indicou os principais benefícios citados pelos entrevistados com o regime de home office, como evitar o transporte público (55%), sentir-se mais seguro (50%), ter menos estresse e cansaço (49%) e economizar tempo de deslocamento para passar mais momentos em família (45%).

Pelissaro também alerta para a visão das empresas sobre esse modelo de trabalho. “As empresas perceberam que com o home office os colaboradores passaram a ser mais produtivos, por isso, para as atividades possíveis, há uma forte tendência pelo trabalho em modelo híbrido”, finalizou.

E quem não aderir?

A melhor jornada neste momento de gradativa retomada ainda é uma incerteza para parte das empresas. Embora grande parte das companhias já tenha adotado a jornada flexível, ainda existem locais que não abrem mão do regime 100% presencial.

Neste contexto, é importante que as empresas fiquem atentas para não perder seus talentos e colaboradores. A pesquisa mostrou que a maior parte dos entrevistados considera uma eventual troca de emprego, optando por empresas com políticas mais flexíveis de jornada de trabalho e com benefícios que se estendem à família.

“Diante desta nova configuração no mundo do trabalho, é preciso que as companhias invistam na gestão centrada no colaborador, colocando as pessoas no centro de tudo o que fazem”, comenta Pelissaro.

Em relação aos benefícios, o levantamento mostrou que esse foi um dos tópicos mais citados pelos trabalhadores como fundamentais. No recorte brasileiro, o benefício que os colaboradores mais gostariam de receber é seguro de saúde, seguido da jornada flexível de trabalho e vouchers de refeições subsidiadas, cartão ou app.

Saúde mental e física

A preocupação com a saúde mental e física dos colaboradores ganhou espaço entre as prioridades das empresas nos últimos anos. Apesar disso, o estudo mostra que 30% dos entrevistados disseram não receber nenhum tipo de suporte de programas de saúde mental e 27%, de programas de bem-estar. A pesquisa apontou que 90% dos trabalhadores que afirmaram ter a saúde mental em condições piores tiveram sua produtividade afetada de maneira negativa.

Neste cenário, Pelissaro afirma que a empresa deve ter um papel ativo e exercer a função de agente de transformação que proporciona qualidade de vida. “Hoje é dever das companhias ofertarem benefícios que atendam o trabalhador em todas as suas necessidades, que vão desde às de saúde física e mental, como o auxílio psicológico e acesso à alimentação de qualidade, até incentivos direcionados ao home office a fim de manterem uma equipe saudável e colaborativa”, completa o diretor.

Imagem: Shutterstock

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