Como alcançar sua melhor Black Friday no e-commerce?

Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bi, maior volume desde 2010, diz CNC

A boa notícia que sempre permeia o e-commerce brasileiro é o crescimento constante todo ano. Umas vezes menos, outras vezes mais, mas sempre crescendo. E a maior sazonalidade do ano não poderia ser diferente: a expectativa é sim que tenhamos em 2025 uma Black Friday maior que nos anos anteriores.

Porém esse crescimento está longe de ser homogêneo, pois há formatos e segmentos crescendo forte, como os marketplaces, e outros crescendo de forma tímida, como os brick and click players. Há estratégias distintas, alguns players com agressividade de descontos já desde os primeiros minutos de novembro, e outros que só farão ações pontuais na famosa sexta, que esse ano cai no dia 28.

Uns estão aplicando remarcações de preço tímidas, com foco em preservar a rentabilidade, enquanto outros estão investindo fortemente em mídia online para bater recordes e compensar vendas abaixo da meta durante o ano. Sendo assim, o indicador de sucesso da Black Friday pode mudar radicalmente de empresa para empresa e é fundamental que os varejistas tenham o seu próprio objetivo. E desenvolver sua estratégia baseada nisso. Vamos avaliar alguns possíveis caminhos.

Se o foco do seu negócio é aumento de rentabilidade, recomendo alguns movimentos que terão menor ou maior impacto de acordo com seu modelo de negócio:

Se o foco do seu negócio é crescimento de vendas, recomendo os seguintes movimentos:

É logico que são insights que poderiam ser potencializados caso tivesse acesso a todos os dados da empresa, mas são destaques relevantes e precisam ser implementados para que o objetivo maior seja alcançado. E o fator execução é o elemento determinante para essa efetividade.

Mas repito: não reduza sua Black Friday a “aumento de vendas”, pois em mês de F1, vem a lembrança que não se ganha uma corrida de carros só acelerando… Pode acabar passando reto e batendo feio.

Roberto Wajnsztok, sócio-diretor da Gouvêa Consulting.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Imagem: Shutterstock

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