Mercado&Consumo
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • INDÚSTRIA
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • COLUNISTAS
    • ARTIGOS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
VOLTAR PARA A HOME
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • INDÚSTRIA
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • COLUNISTAS
    • ARTIGOS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
Mercado&Consumo
Sem resultado
Ver todos os resultados
Home Artigos Mercado&Food

Transição energética: vantagens estratégicas para o setor de alimentação

Cristina Souza de Cristina Souza
22 de janeiro de 2026
no Artigos, Artigos Mercado&Food, Destaque do dia
Tempo de leitura: 4 minutos
Transição energética: vantagens estratégicas para o setor de alimentação

O setor de foodservice, que ocupa uma posição central na economia global e no comportamento de consumo, está diante de um desafio incontornável: o impacto direto da transição energética em seus custos operacionais e em sua competitividade. Com a crescente adoção de fontes renováveis e a corrida por práticas sustentáveis, compreender as implicações, tanto econômicas quanto logísticas, dessas mudanças deixou de ser uma opção, tornando-se uma necessidade estratégica para pequenos e grandes negócios da área.

Parte significativa da operação no foodservice depende de energia. Fornos, refrigeradores, freezers industriais, sistemas de ventilação e iluminação compõem uma estrutura que exige alta disponibilidade elétrica. Tradicionalmente, a maior parte dessa energia tem origem em fontes hidrelétricas, que, embora prevalentes no Brasil, apresentam vulnerabilidades associadas às condições climáticas e aos ciclos de seca prolongados. Essa dependência do regime hídrico já resultou, diversas vezes, em aumentos expressivos nas tarifas de energia, especialmente durante períodos de bandeiras tarifárias mais severas. Há aqui um ponto crítico: como uma cafeteria ou um restaurante que já trabalha com margens apertadas pode se manter competitivo quando o custo básico de operação dispara mês a mês?

Nesse contexto, a energia solar tem ganhado destaque como uma resposta prática e acessível, mesmo em comparação a modelos mais estabelecidos, como a geração hidrelétrica.

Redes internacionais de grande porte, como o McDonald’s, têm liderado uma virada significativa ao adotar energia solar em suas operações globais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a marca inaugurou um restaurante inteiramente movido a energia renovável, com geração solar local e armazenamento em baterias, num esforço que visa não apenas equilibrar custos, mas fortalecer sua imagem frente a um consumidor cada vez mais engajado com práticas sustentáveis. A Arcos Dorados, franqueada do McDonald’s no Brasil, tem feito avanços significativos na transição energética. Em agosto de 2025, a empresa anunciou que 96% dos seus restaurantes no Brasil operam com energia renovável.

No Brasil, redes como o Grupo Habib’s também têm investido no uso de energia solar, notadamente em suas operações de centrais de produção, buscando amortecer o impacto das altas tarifas e projetar uma imagem ambientalmente consciente.

Além disso, negócios menores do setor de alimentação têm mostrado que essa transição também é possível fora das grandes corporações. Um exemplo notável vem de bares e restaurantes em cidades devastadas por crises hídricas, como São Paulo, que optaram pelo investimento em painéis fotovoltaicos. A princípio, o custo de implantação pode parecer um obstáculo, mesmo com os incentivos oferecidos por programas governamentais no Brasil, como o ProGD, mas os retornos têm se mostrado consistentes em médio prazo. Com redução significativa da conta de luz e independência energética parcial, esses estabelecimentos têm revelado como a economia conquistada beneficia fluxos de caixa e impulsiona melhorias em outras áreas do negócio.

Por outro lado, a geração hidrelétrica, embora assegure grande parte da matriz energética brasileira, não tem permitido o mesmo nível de previsibilidade nos custos para os operadores do setor. Enquanto países como Canadá e Noruega desfrutam de abundância hídrica, com menor risco de escassez, o Brasil enfrenta períodos de grande incerteza. Desde os pequenos bistrôs até grandes redes de fast-food, muitos negócios sentem o peso das tarifas variáveis que, em momentos de crise, sofrem acréscimos capazes de desestabilizar planejamentos financeiros rigorosamente alinhados.

Do ponto de vista competitivo, a transição energética traz ainda um fator-chave: consumidores estão cada vez mais atentos à origem e ao impacto das marcas que frequentam. Pesquisa da consultoria internacional McKinsey aponta que, especialmente entre jovens millennials e a geração Z, práticas sustentáveis são vistas como decisivas na escolha de onde consumir. Essa mudança de paradigma está provocando rupturas até mesmo em mercados tradicionais. Redes como a Starbucks, que já utilizava práticas voltadas à economia circular, têm agora se concentrado em zerar o impacto de carbono de sua operação, com uma combinação de energia solar e eólica na América do Norte.

No Brasil, iniciativas como redes associativas de pizzarias artesanais e cooperativas agroalimentares têm experimentado o uso de biogás, gerado a partir de resíduos orgânicos, como solução alternativa para consumo eficiente e de baixo custo. Esse modelo, ainda incipiente, parece promissor para negócios que produzem grandes volumes de resíduos, como churrascarias ou buffets, ampliando a sustentabilidade de toda a operação e criando respostas locais complementares às fontes solares ou hidrelétricas.

Diante desse cenário, fica evidente que a transição energética não opera apenas no campo técnico ou operacional, mas reconfigura relações financeiras e, principalmente, posicionamentos estratégicos das empresas de alimentação.

A escolha por fontes mais previsíveis, mesmo diante de investimentos iniciais mais elevados, se torna um movimento quase inevitável para garantir a competitividade no longo prazo. Mais do que um protagonismo econômico, há uma narrativa de marca que ganha relevância — consumidores compram não apenas os produtos, mas também os valores que eles representam.

Portanto, é indispensável que os líderes do setor de foodservice estejam atentos e abertos a tomar decisões corajosas nesse campo, investindo em fontes alternativas e assegurando que seus negócios se conectem aos anseios ambientais das novas gerações.

A transição energética, longe de ser um obstáculo, pode se tornar um dos maiores motores de inovação e vantagem competitiva, consolidando posicionamentos não apenas sustentáveis, mas também economicamente sustentáveis em tempos de incerteza.

Avante!

Cristina Souza é cofundadora e CEO da Tanjerin.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.
Imagem: Envato

Postagem anterior

Ai-Cha estreia no Brasil e mira público jovem em São Paulo

Próxima Postagem

Serviços devem puxar o consumo em 2026; varejo de bens perde fôlego

Cristina Souza

Cristina Souza

Cristina Souza é empresária e especialista em estratégia e inovação para o mercado de foodservice cofundadora e CEO da Tanjerin .

Relacionados Posts

Nubank amplia operação com aquisição do Banco Porto Real
M&C Capital

Nubank amplia operação com aquisição do Banco Porto Real

21 de julho de 2026
Stone cresce 455,9% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2023
M&C Capital

Stone reposiciona marca com foco em pequenos empreendedores

21 de julho de 2026
O preço da ilusão - Os impactos econômicos, sociais e de saúde causados pelas bets
Artigos

O preço da ilusão – Os impactos econômicos, sociais e de saúde causados pelas bets

21 de julho de 2026
foto_freepik_2026_IAnovarejo
M&C Capital

M&C Capital | Série Vetores do Varejo: IA acelera 400% tráfego gerado para o varejo e redefine a jornada

21 de julho de 2026
A revolução robótica no foodservice
Artigos

A revolução robótica no foodservice

21 de julho de 2026
Renda do trabalho substitui crédito e redesenha o varejo: 1º M&C Forecast mapeia o que esperar do 2º semestre
M&C Capital

Renda do trabalho substitui crédito e redesenha o varejo: 1º M&C Forecast mapeia o que esperar do 2º semestre

21 de julho de 2026
Mundo dos games ganha espaço no varejo físico com pop-up da Ubisoft em shopping de SP
Varejo

Mundo dos games ganha espaço no varejo físico com pop-up da Ubisoft em shopping de SP

21 de julho de 2026
Nestlé investe R$ 540 milhões em fábrica de Araçatuba
Indústria

Nestlé investe R$ 540 milhões em fábrica de Araçatuba até 2028

20 de julho de 2026
Próxima Postagem
serviços varejo

Serviços devem puxar o consumo em 2026; varejo de bens perde fôlego

REDES SOCIAIS

NOTÍCIAS

K-Beauty amplia espaço no Brasil e já responde por mais de 7% do mercado de skincare

K-Beauty amplia espaço no Brasil e já responde por mais de 7% do mercado de skincare

21 de julho de 2026
Número de setores industriais que se dizem confiantes passou de 1 para 6

Satisfação com condições financeiras da indústria sobe 0,7 ponto, diz CNI, mas pessimismo segue

21 de julho de 2026
Samsung

Samsung quer criar divisão de robótica e centros de pesquisa no Japão, China e EUA

21 de julho de 2026
Dona do Ozempic entra com ação por propaganda enganosa contra fabricante do Mounjaro

Dona do Ozempic entra com ação por propaganda enganosa contra fabricante do Mounjaro

21 de julho de 2026
Nubank amplia operação com aquisição do Banco Porto Real

Nubank amplia operação com aquisição do Banco Porto Real

21 de julho de 2026
GM demite cerca de 1.000 funcionários para cortar custos e tentar competir em mercado 'lotado'

GM supera previsões e eleva guidance, mas tem queda no lucro líquido no 2º trimestre

21 de julho de 2026

Copyright © 2026 Gouvea Ecosystem.

Todos os direitos reservados.

  • Quem Somos
  • Gouvêa Ecosystem
  • Trabalhe Conosco
  • Anuncie na M&C
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo

Senha esquecida?

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Conecte-se

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Editorias
    • Varejo
    • Economia
    • Retail Media
    • Serviços
    • Shopping centers
    • Supermercados
    • M&C Franchising
    • M&C Capital
  • Mercado&Tech
    • Tecnologia
    • Logística
    • E-commerce
    • Artigos Mercado&Tech
  • Mercado&Food
    • Foodservice
    • Abastecimento
    • Indústria
    • Artigos Mercado&Food
  • Opinião
    • Artigos
    • Colunistas
  • Especiais
    • Webcasts e Entrevistas
    • Web Stories
    • Revista M&C
    • Podcast M&C
    • Bora Varejar
    • Band News FM
  • Eventos
    • NRF Retail’s Big Show
    • NRA Show
    • Latam Retail Show

“A Mercado&Consumo possui parceria com o Grupo UOL, que utiliza "cookies" essenciais e outras tecnologias semelhantes para a coleta e processamento de dados, os quais são feitos nos termos da política de privacidade do Grupo UOL.”