Conglomerado PicPay lidera ranking de reclamações do 4º trimestre de 2025, diz BC

O banco digital teve 3.718 reclamações consideradas procedentes na extrapolação estatística

O conglomerado PicPay ficou no topo do ranking de reclamações contra bancos, financeiras e instituições de pagamento do quarto trimestre de 2025, informou o Banco Central nesta quinta-feira, 22.

O PicPay teve 3.718 reclamações consideradas procedentes na extrapolação estatística do BC. Com isso, fechou o trimestre com um índice de 55,52 reclamações procedentes por cada milhão de clientes.

O conglomerado C6 ficou em segundo lugar, com 1.738 reclamações procedentes e um índice de 51,92.

Em terceiro lugar, ficou o conglomerado Bradesco, com 4.849 reclamações procedentes e índice de 43,89.

Completam o ranking do BC os conglomerados Neon Pagamentos (com índice de 39,59), Inter (39,23), Mercado Pago (38,66), Itaú (36,24), BTG Pactual/Banco Pan (33,67), Pagseguro (32,09), Santander (27,29), Caixa Econômica Federal (17,23), BB (16,22), 99PAY (16,0), Nu Pagamentos (12,04) e Cloudwalk (6,43).

PicPay estreia na Nasdaq

Os detalhes da esperada oferta de ações do banco digital PicPay na Nasdaq foram anunciados formalmente em documento aos reguladores dos Estados Unidos. A fintech deve se listar na bolsa norte-americana no próximo dia 29, em uma oferta que pode movimentar entre US$ 2,2 bilhões a US$ 2,6 bilhões, dependendo a que preço sair na faixa proposta.

O intervalo de preço das ações sinalizado aos investidores vai de US$ 16 a US$ 19. A definição do preço será já na semana que vem, dia 28. As apresentações para investidores (roadshows) começam nesta terça-feira, em Nova York.

A captação do PicPay pode ficar em US$ 400 milhões se preço sair no centro da faixa ou US$ 500 milhões se sair no topo da faixa.

A oferta será de 26,3 milhões de ações, cerca de 21% da companhia. Com isso, a J&F Participações, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, continuará no controle do PicPay.

Como já anunciado no primeiro prospecto, no último dia 5, que ainda não tinha números e preços, a operação já nasce ancorada, ou seja, com pedido firme de compra, com US$ 75 milhões do fundo Bycicle, de Marcelo Claure, ex-gestor do Softbank e que também investiu no Nubank e no Inter. Claure, aliás, está no Fórum Econômico Mundial esta semana.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Marianna Gualter).
Imagem: Shutterstock

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