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Home Notícias

Dificuldade para mensurar resultados é o maior obstáculo da transformação digital

Redação de Redação
25 de julho de 2019
no Notícias, Varejo digital
Tempo de leitura: 3 minutos

A empresa consultoria E-Consulting realizou uma pesquisa para entender como a transformação digital é entendida e aplicada em diversos negócios pelo país. O estudo revelou que a maioria dos líderes ainda tem uma visão singular do conceito, materializando o seu uso prático em ações e estratégias voltadas para aperfeiçoar o relacionamento com o cliente. Para a realização da análise, foram ouvidas 291 lideranças de marketing, das mil maiores empresas do Brasil, nos últimos cinco meses.

A pesquisa aponta que 17% dos CMOs (Chief Marketing Officer) entrevistados acham que o papel da transformação digital é preparar os negócios das empresas para o futuro, que será marcado por processos 100% automatizados. Para 17%, a ela é uma resposta tecnológica à intensa pressão de clientes, consumidores e usuários, ávidos por rapidez e atendimento diferenciado.

Adicionalmente, 15% dos entrevistados disseram que o propósito da transformação digital é descobrir caminhos mais rápidos para acessar novos mercados, que levam a entender os anseios dos consumidores. Já para 12%, o entendimento do conceito é captar novos modelos de negócio, enquanto que para 10% ela é um acelerador da inovação.

“Frentes como CRM, Business Intelligence (BI), analytics, mobile commerce, anúncios interativos, publicidade sob demanda, realidade aumentada, experiência interativa e sensorialismo são as principais tendências ligadas à transformação digital, que estão no radar das lideranças de marketing. Coincidentemente, são ferramentas e conceitos que ajudam a entender melhor o trinômio: clientes, mercados e produtos”, explicou Daniel Domeneghetti, coordenador da pesquisa e CEO da E-Consulting.

Perguntados sobre os obstáculos, 12% dos CMO’s acreditam que a dificuldade é comprovar resultados tangíveis da transformação digital. Para 11%, o desafio reside no longo prazo para obter resultados concretos que motivem acionistas a investirem no conceito. A barreira para 10% dos entrevistados está na capacidade de investimento menor do que o necessário, enquanto que o obstáculo para 9% é não saber lidar com o manuseio dos dados para conhecer o usuário, o cliente ou o consumidor.

Entretanto, externamente a maioria dos líderes de marketing (14%) investiria em transformação digital para ampliar o relacionamento com o cliente, usando a favor o consolidado cenário de conectividade digital, promovido principalmente pela massificação dos smartphones. Já a razão para investir de 13% dos entrevistados é a globalização e a amplificação dos padrões de escolha e consumo. Outro grupo, representado também por 13%, investiria no conceito devido à popularização do tripé: revolução tecnológica, universalização de acesso e barateamento das tecnologias.

As mudanças de comportamento e as expectativas dos consumidores seriam o fator chave para 12% dos líderes investirem em transformação digital. Por outro lado, a alta competitividade dos concorrentes tradicionais e as mudanças disruptivas nas cadeias setoriais econômicas fariam com que 11% dos entrevistados saíssem de uma zona majoritariamente analógica para o universo digital.

Sob o ponto de vista interno, 11% dos CMOs investiriam em transformação digital como uma resposta à pressão do mercado, enquanto que 9% poderiam aderir ao conceito para se diferenciar dos concorrentes. Para 9%, investir em tecnologias digitais teria um foco de crescimento nas vendas em função do acesso a novos mercados e segmentos. Um grupo de 8% investiria em transformação digital para ter oportunidades de gerar novos modelos de negócios, de produtos e de serviços.

Igualmente com 8%, uma ala de líderes enxerga no conceito a melhor maneira de conhecer o cliente, consumidor, usuário por meio da inteligência de dados. Para 7%, o principal motivo é a combinação de aumento de eficiência, sinergia e produtividade com redução de custos aliados a novas métricas produtivas.

A pesquisa também constatou que a maioria dos CMOS, ou seja 39%, atribuem maior correlação entre transformação digital e inovação. Para eles, a inovação não depende de transformação digital, mas a enxergam como um grande facilitador para as empresas inovarem. Na contramão, 37% já acreditam que inovação só acontece quando há transformação digital na companhia. Já 21% dizem que ela não tem nenhuma relação direta com inovação.

*Imagem reprodução

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