As farmácias brasileiras realizaram cerca de 3,6 milhões de atendimentos clínicos no primeiro trimestre de 2026. O volume foi registrado em 9.248 salas clínicas mantidas por redes associadas à Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
Segundo levantamento da entidade, os atendimentos equivalem a uma média de aproximadamente 40 mil procedimentos por dia. Entre os serviços mais demandados estão exames rápidos para detecção de doenças respiratórias, dengue, covid-19 e tipagem sanguínea.
“O primeiro trimestre revela não apenas a evolução dos atendimentos, mas uma transformação estrutural do setor. Hoje, as farmácias ampliam seu alcance e se consolidam como hubs capazes de reunir serviços, orientação profissional, prevenção e acompanhamento em um único ambiente”, afirma Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.
Antes focadas principalmente na dispensação de medicamentos, as farmácias ampliaram sua atuação nos últimos anos e passaram a oferecer serviços de prevenção, orientação clínica e acompanhamento de pacientes, seguindo uma tendência já consolidada em mercados como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.
Regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e previstos na Lei nº 13.021/2014, os serviços farmacêuticos incluem revisão de medicamentos, acompanhamento de tratamentos prescritos, monitoramento de diabetes e hipertensão, imunização, orientações sobre colesterol e programas de controle de peso e cessação do tabagismo.
Sistema de controle de receitas
O Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vai mudar a forma como receitas de medicamentos controlados serão emitidas, validadas e dispensadas no Brasil.
A ferramenta foi instituída pela RDC nº 873/2024 e tem como objetivo centralizar, em âmbito nacional, a gestão das numerações de receitas de medicamentos sujeitos a controle especial, ampliando a segurança e reduzindo fraudes e falsificações. Na prática, o SNCR permitirá rastrear todo o ciclo da receita: emissão, dispensação e baixa. Antes, cada Vigilância Sanitária estadual possuía seu próprio controle de numeração. Com o novo sistema, a numeração passa a ser única em todo o território nacional.
As farmácias passarão a participar ativamente do SNCR para o controle sanitário das receitas eletrônicas de medicamentos controlados, sendo responsáveis por “fechar o ciclo” da prescrição dentro do sistema.
Isso inclui:
- validar a autenticidade da receita;
- confirmar os dados do prescritor;
- realizar a baixa eletrônica da receita;
- impedir reutilização da numeração.
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