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Home Artigos

Emoção, a Inteligência que não será artificial

Luiz Guilherme Baldacci de Luiz Guilherme Baldacci
11 de março de 2021
no Artigos, Destaque do dia
Tempo de leitura: 3 minutos

Máquinas pensando e agindo como seres humanos não são novidade. O processamento de dados, gerando informação instantânea, e a análise das milhões de informações, gerando conhecimento e orientando ações de alto potencial de resultados positivos, já fazem parte da realidade de nossa sociedade há mais de 50 anos.

Os primeiros computadores utilizados para processamento de dados, os mainframes – computadores “enormes” que processavam os dados em cartões perfurados – já nos traziam benefícios na velocidade de processamento de dados e agilizavam a tomada de decisões das pessoas. Rapidamente, a utilização de computadores deixou de ser de uso exclusivo das empresas e se incorporou à rotina de vida das pessoas físicas. Os computadores foram evoluindo, deixaram de ser máquinas de processamento de dados e se tornaram máquinas de Inteligência Artificial, capazes de pensar como humanos e agir de maneira precisa na tomada de decisões.

Minha primeira experiência sobre o poder da Inteligência Artificial aconteceu na NRF 2012, quando a IBM apresentou um painel sobre esse tema e demonstrou o Watson (uma das primeiras soluções de Inteligência Artificial desenvolvidas pela empresa, que superou a inteligência humana em uma competição de conhecimentos e processamento de informações em 2011). Fiquei imaginando como aquela Inteligência poderia ser utilizada para trazer benefícios à sociedade.

Hoje, a Inteligência Artificial está incrustada em nossas vidas, seja nos smartphones, seja nas assistentes pessoais. Passaram-se menos de dez anos e já estamos usando rotineiramente esses recursos para aumentar a conveniência em nosso dia a dia. Além dessa utilização doméstica, a Inteligência Artificial já vem trazendo avanços em setores como a Medicina, aumentando a precisão de diagnósticos ou desenvolvendo protocolos de tratamentos inovadores.

Confesso que fico assustado quando leio as notícias dizendo que a Inteligência Artificial substituirá as pessoas no mercado de trabalho e poderá ocupar 38% das vagas nos Estados Unidos, até 2030 (“Tudo sobre inteligência artificial: 10 fatos que você precisa saber”). Imaginem robôs humanoides comandados por Inteligência Artificial tomando nossos postos de trabalho e tomando precisas decisões no momento de agir. Será que vai ser uma experiência gostosa, interagir com robôs? Será que eles serão capazes de agir como os seres humanos?

Fui forjado em uma cultura de que para agir é preciso uma integração entre o pensar e o sentir! Será que computadores serão capazes de desenvolver a capacidade de sentir? Com essa reflexão, fico mais tranquilo em ver que o ser humano terá um papel importante no mercado de trabalho. A capacidade de interagir – agir entre as partes – com os outros seres humanos depende do sentimento. E a integração do pensar e do sentir está em algo que as máquinas não têm.

Os profissionais do futuro serão aqueles que souberem usar a Inteligência Artificial para o “pensar” e integrá-la ao próprio “sentir” para agir, criando vínculos emocionais entre as pessoas. O ser humano é a máquina mais sofisticada que existe na face da Terra. Por enquanto, é a única que tem a capacidade de processar dados e informações para gerar conhecimento e processar sentimentos para promover emoções!

Voltando à questão da substituição dos humanos por Inteligência Artificial nos postos de trabalho e olhando para o futuro do varejo e do consumo, setor que mais gera emprego e renda, enxergo que as posições de trabalho continuarão a ser preenchidas por pessoas. A condição para que isso aconteça é que tenhamos foco no desenvolvimento de nossa Inteligência Emocional e Inteligência Espiritual (“A importância da inteligência espiritual no mundo corporativo”) e sermos Inteligentes naquilo que as máquinas não são. No passado, as empresas faziam testes de Q.I. para escolher seus talentos e terem um diferencial competitivo; hoje, com o avanço da Inteligência Artificial, não precisam mais. O diferencial das empresas estará na capacidade se conectar emocionalmente com as pessoas. Isso é coisa de pessoa para pessoa.

Como está o desenvolvimento de suas Inteligências?

Luiz Guilherme Baldacci é sócio-diretor da Friedman.
Imagem: Bigstock

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Luiz Guilherme Baldacci

Luiz Guilherme Baldacci

Guilherme Baldacci é sócio-diretor da Friedman, empresa da Gouvêa especializada em Gente, Gestão, Talentos e Treinamento. Baldacci possui mais de 25 anos de carreira focada no varejo e ampla vivência em gestão de operações em empresas de franchising e consultoria.

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