A ex-secretária do Tesouro Ana Paula Vescovi comunicou nesta segunda-feira, 22, em suas redes sociais que deixou o Santander, onde era economista-chefe. “Depois de sete anos, encerro meu ciclo no Santander Brasil. Foram anos de rara intensidade”, escreveu a economista em post publicado no Linkedin.
O Santander confirmou a saída de Ana Paula e anunciou que a área de Estudos Econômicos do banco passará a ser comandada por Sandro Sobral, executivo com mais de 20 anos no Santander. Ele é responsável pela gestão financeira da instituição, cargo que seguirá ocupando.
“Com ampla experiência em finanças, planejamento e gestão estratégica, Sandro passará a acumular a liderança da área de Estudos Econômicos, garantindo a continuidade dos trabalhos desenvolvidos pela equipe”, anunciou o Santander.
Em sua postagem, Ana Paula elencou as transformações na economia, tanto doméstica quanto internacional, no período em que comandou o departamento econômico do banco.
Citou a pandemia, o retorno da inflação global e o ciclo de alta dos juros, além dos conflitos na geopolítica e os avanços tecnológicos que “redefiniram a forma como produzimos e consumimos informação”.
Na mensagem, ela agradece ao Santander e não antecipa qual será o seu próximo passo profissional. “Os ciclos mudam. O aprendizado permanece.”
CEO
O presidente do Santander Brasil, Mario Leão, deixará o cargo até julho, após quatro anos no posto, confirmou a instituição financeira em fato relevante. Leão será substituído pelo atual CEO da B3, Gilson Finkelsztain, no momento em que o terceiro maior banco privado do País conduz uma transição para uma carteira de crédito mais seletiva e rentável.
“A sucessão será conduzida de forma transparente e organizada e contará com a participação direta de Mario Leão, que seguirá liderando o Santander Brasil até a conclusão do processo, prevista para meados de 2026, garantindo, assim, uma transição cuidadosa e estruturada”, informou o comunicado assinado pelo diretor de relações com investidores, Gustavo Alejo.
Como CEO, Leão enfrentou a missão de melhorar a rentabilidade do banco, que ficou sob pressão em meio ao avanço da inadimplência. O desafio, agora, será transferido para Finkelsztain, que comanda a Bolsa brasileira desde 2017. Antes, o executivo chegou a atuar na mesa de juros do Santander por dois anos, entre 2011 e 2013. Também trabalhou no Bank of America Merryll Lynch, JPMorgan e Citigroup, além da Cetip. A B3 também confirmou a saída dele no final do primeiro semestre, em outro fato relevante.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Eduardo Laguna e Gustavo Nicoletta).
Imagem: Shutterstock















