Livros para presentear líderes e estrategistas neste final de ano

Ler voltou a ser um ato de inteligência estratégica

Livros sobre economia comportamental e comportamento humano para presentear marqueteiros neste final de ano

Se você observar com cuidado, vai notar que, em meio ao barulho digital, estamos voltando a adotar velhos hábitos do passado, justamente porque reconhecemos que eles nos tornavam pessoas melhores.

Alguns exemplos? Na comida, o boom do farm to table e dos ingredientes “de verdade”, sem processamento industrial; na saúde, a explosão do mindfulness e dos rituais de silêncio, como uma fuga necessária da hiperestimulação urbana e digital; e no estilo de vida, o retorno à simplicidade das relações presenciais, da mesa compartilhada com amigos e do convívio familiar sem filtros ou telas entre nós.

Ainda que os livros tenham perdido espaço para as telinhas, o pêndulo cultural de 2025 revela mais um desses retornos silenciosos aos hábitos que realmente fazem bem. A leitura voltou a ocupar um lugar de diversão e de conhecimento que os vídeos já não conseguem sustentar, seja pelo overload de conteúdo, seja pela instantaneidade que evapora qualquer lembrança do que foi visto 5 minutos antes. O livro, ao contrário, ancora, aprofunda e permanece.

Em meio ao cansaço das imagens infinitas, o livro reaparece como refúgio, profundidade e pausa, um hábito antigo que faz mais sentido do que nunca.

Fui investigar um pouco sobre o mercado editorial de 2024 e os dados mostram um crescimento consistente do hábito da leitura: segundo o Painel do Varejo de Livros (Nielsen-CBL), as vendas aumentaram cerca de 10% e o mercado voltou ao patamar em que estava antes da pandemia.

O fenômeno dos clubes de leitura reacendeu o desejo de voltar a ler. O império literário da Reese Witherspoon (Hello Sunshine e Reese’s Book Club) continua influente nos Estados Unidos e inspirou formatos brasileiros bem-sucedidos, como o TAG Livros e Todavia Clube, além de curadorias independentes no TikTok (o “Book Tok BR”, que cresceu mais de 40% em engajamento).

Nesse contexto, livros voltaram a ser novamente um dos presentes mais (emocionalmente) inteligentes do fim do ano. Para quem vive os “negócios” como nós, especialmente nas áreas de marketing, estratégia e criatividade (e está ligado à centralidade do consumidor), há uma categoria que nunca envelhece: behavioral economics e psicologia de consumo.

Se você é empreendedor, marqueteiro ou estrategista (ou mesmo curioso sobre a mente humana), aqui vai um mapa “curado” e atualizado para 2025 de leituras que você pode comprar para você ou dar de presente neste Natal.

Centralidade no comportamento do usuário: a base de tudo

Nada do que fazemos em marketing, absolutamente nada, existe sem antes passar por um filtro humano.

Cada estratégia, cada insight, cada jornada e cada dado estão atravessados por desejos, medos, vieses, heurísticas, inseguranças, impulsos sociais e por todos os ruídos emocionais que fazem do consumidor alguém imprevisível e, ao mesmo tempo, perfeitamente lógico dentro da sua própria lógica.

Num mundo abraçado pela Inteligência Artificial, o que significa ser autêntico, humano e relevante? A personalização feita pelas máquinas cria intimidade ou artificialidade? O consumidor se sente visto ou manipulado?

Essas perguntas guiam a safra de livros clássicos sobre o assunto e a nova safra de livros essenciais.

3 indicações clássicas para começar a lista

3 indicações de autores no segmento comportamental

Para terminar, este pequeno nudge de referências serve como porta de entrada para quem não quer errar no presente — para si ou para os colegas.

Boas festas. Seja feliz.

Ulisses Zamboni é chairman e sócio-fundador da Agência Santa Clara.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Imagem: Envato

Sair da versão mobile