A agência de classificação de risco S&P rebaixou o rating de crédito corporativo da Oi de selective default (SD) para default (D) porque a empresa não fez o pagamento de juros de títulos de sua dívida.
A agência apontou que a operadora não realizou o pagamento de juros de suas notas senior secured com vencimento em 30 de janeiro de 2026.
A ausência de pagamento decorre de decisão judicial que estendeu a suspensão do pagamento de suas obrigações por um período adicional de 90 dias a partir de 20 de janeiro de 2026. A Oi está em sua segunda recuperação judicial.
“Dada a suspensão judicial dos pagamentos, em nossa visão, a Oi deverá deixar de realizar os pagamentos de todas ou quase todas as suas obrigações à medida que estas vencerem durante o período de suspensão”, descreveu a S&P, em comunicado.
Falência
O drama da Oi chegou ao seu último capítulo após quase uma década em recuperação judicial. Nesta segunda-feira, 10, foi decretada a falência da companhia, encerrando de vez o projeto da outrora supertele nacional.
A ordem foi expedida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decretando a convolação do processo de recuperação em falência. “Não há mais surpresas quanto ao estado do Grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida”, descreveu.
No despacho, a magistrada apontou para a liquidação ordenada dos ativos da Oi, visando maximizar o valor para pagamento do saldo remanescente junto aos credores. “Cessada a sanha de liquidação desenfreada, além da garantia da ininterrupção dos serviços de conectividade, é possível se proceder à sua liquidação ordenada, na busca da maximização de ativos em prol de todos aqueles atingidos pelo resultado deste processo”.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Circe Bonatelli).
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