Mercado&Consumo
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • INDÚSTRIA
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • COLUNISTAS
    • ARTIGOS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
VOLTAR PARA A HOME
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • INDÚSTRIA
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • COLUNISTAS
    • ARTIGOS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
Mercado&Consumo
Sem resultado
Ver todos os resultados
Home Artigos

O fim da coleção como unidade de negócio

Cecília Rapassi de Cecília Rapassi
4 de março de 2026
no Artigos, Destaque do dia
Tempo de leitura: 4 minutos
O fim da coleção como unidade de negócio

Durante décadas, a coleção foi o eixo organizador da indústria da moda. Ela estruturava o calendário criativo, orientava o desenvolvimento de produto, organizava vendas e oferecia previsibilidade financeira.

Mas uma pergunta começa a ganhar relevância: O consumidor consome por coleção, ou apenas a indústria continua operando assim?

O modelo de coleções nasceu em um contexto de ciclos estáveis, estações relativamente previsíveis e menor volatilidade cultural e comercial. A lógica fazia sentido quando o comportamento de consumo mudava lentamente e o clima seguia padrões mais regulares.

Hoje, o calendário permanece. O ambiente que o sustentava, não.

E esse desalinhamento começa a expor um dos principais pontos de tensão nas marcas de vestuário e calçados.

Quando o calendário deixa de organizar e passa a gerar risco

Desenvolver uma coleção pode levar entre seis e nove meses, considerando criação, prototipagem, negociação de insumos e produção.

Quando o produto chega à loja, múltiplas variáveis já se transformaram. O clima já não responde às estações tradicionais. Invernos encurtam, ondas de calor se prolongam e eventos extremos alteram abruptamente o comportamento de compra. Peças planejadas para temperaturas específicas simplesmente deixam de encontrar contexto de uso.

Ao mesmo tempo, o humor do consumidor muda em ritmo acelerado, influenciado por dinâmicas culturais, sociais e digitais impossíveis de antecipar com tanta antecedência.

Persistir em decisões tomadas quase um ano antes da venda significa assumir um nível crescente de imprevisibilidade — não criativa, mas operacional.

Nesse cenário, o calendário deixa de ser uma ferramenta de organização e passa a ser um fator silencioso de risco.

 Lead time longo é, antes de tudo, concentração de aposta

Quanto maior o tempo entre decisão e venda, maior a dependência de previsão. E a previsão, hoje, tornou-se o ativo mais frágil da moda.

Modelos operacionais como o da Zara não se destacam apenas pela velocidade, mas pela redução do intervalo entre observar e responder. O desenvolvimento contínuo permite ajustar rotas ao longo da temporada, diluindo riscos que antes ficavam concentrados em uma única coleção.

A Shein radicalizou essa lógica ao operar com microlotes e leitura quase diária de demanda. Independentemente das críticas legítimas ao modelo, existe um aprendizado relevante para toda a indústria: estruturas baseadas em grandes apostas antecipadas tornam-se cada vez mais vulneráveis em ambientes instáveis.

O excesso de estoque que pressiona margens raramente nasce na loja. Ele começa meses antes, no momento em que se decide produzir volume sem validação real de demanda.

Nos últimos anos, a própria Nike revisou parte de sua estratégia após enfrentar desequilíbrios relevantes de estoque. O movimento reforça uma mudança importante: a proximidade contínua com o consumidor tende a gerar mais eficiência do que grandes ciclos de lançamento espaçados.

O desafio brasileiro: velocidade não se copia

Reduzir o lead time no Brasil está longe de ser uma decisão simples. A tentativa da Shein de estruturar o País como polo produtivo para a América Latina evidenciou isso. Mesmo com investimentos robustos e parcerias industriais anunciadas, o avanço ocorreu em ritmo inferior ao esperado diante de entraves logísticos, custos estruturais e fragmentação da cadeia produtiva.

O país não possui a integração industrial observada em mercados como Espanha ou China. A dependência de insumos importados, a complexidade tributária, a volatilidade cambial e a limitação de mão de obra especializada ampliam prazos e reduzem flexibilidade operacional.

Tecidos precisam ser programados com meses de antecedência. Fornecedores operam com margens comprimidas. A capacidade produtiva responde mais lentamente às oscilações de demanda.

Nesse contexto, encurtar ciclos exige redesenhar relações com fornecedores, investir em previsibilidade de insumos e, principalmente, reduzir o tamanho das apostas iniciais.

A variável que o calendário ignorava: a crise climática

Existe ainda um fator estrutural que torna o modelo tradicional de coleções progressivamente obsoleto: as mudanças climáticas.

A moda foi construída sobre a previsibilidade das estações. Primavera/verão e outono/inverno funcionavam como referências relativamente confiáveis para planejamento e compra.

Essa lógica já não se sustenta. Temperaturas fora do padrão, sazonalidades indefinidas e eventos climáticos extremos reduzem drasticamente a relevância de coleções pensadas meses antes para condições específicas. O desencaixe deixa de ser apenas comercial e torna-se sistêmico.

Planejar grandes volumes com base em estações fixas, em um clima cada vez menos previsível, amplia o risco de estoque parado e acelera ciclos de remarcação.

Repensar o papel da coleção passa, portanto, não apenas por eficiência operacional, mas também por adaptação a uma nova realidade ambiental.

A coleção como narrativa, não como engrenagem

Isso não significa o desaparecimento da coleção. Ela continua sendo fundamental para construir identidade, posicionamento e storytelling de marca. O que muda é sua função dentro do negócio.

A coleção pode organizar a narrativa, mas não precisa determinar o ritmo operacional. Operações mais resilientes tendem a combinar:

  • calendários mais flexíveis;
  • entradas contínuas de produto;
  • produções calibradas por desempenho real;
  • menor concentração de investimento em um único momento do ano.

O mercado atual não penaliza a ausência de novidade constante. Ele penaliza o excesso de estoque errado. Portanto, a reflexão que fica é que o próximo salto competitivo pode estar na gestão do tempo.

Enquanto o setor continuar operando a partir de calendários concebidos para um contexto climático, cultural e comercial que já não existe, seguirá enfrentando uma defasagem estrutural entre desejo e entrega.

A coleção não desaparece, mas deixa, gradualmente, de ser a unidade central de decisão do negócio.

As empresas que entenderem essa transição e conseguirem ajustar o seu modelo de negócio a esse contexto, tendem a operar com menos erro, menos desperdício e maior performance em vendas.

Cecília Rapassi é consultora de Negócios na área de Moda e Professora de pós-graduação em Fashion Business na Faap.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Imagens: Envato

Postagem anterior

Walmart leva seleção para dentro do Fortnite para atrair talentos de tecnologia

Próxima Postagem

School of Rock acelera expansão no interior e prevê 15 contratos em 2026

Cecília Rapassi

Cecília Rapassi

Cecilia Rapassi é consultora de Negócios na área de Moda e Professora de pós-graduação em Fashion Business na Faap. É especialista em gestão, expansão de marcas no canal B2B e desenvolvimento de estratégias comerciais. Fez parte do grupo de sócios da Gouvêa Ecosystem, onde fundou a Gouvêa Fashion Business, liderando projetos de consultoria estratégica, curadoria de eventos e iniciativas voltadas ao fortalecimento do varejo de moda nacional.

Relacionados Posts

Quem Disse, Berenice? cria cafeteria inspirada em Friends em São Paulo
Foodservice

Quem Disse, Berenice? cria cafeteria inspirada em Friends em São Paulo

18 de julho de 2026
Nubank tem nova CEO para América latina; confira outras mudanças
Gestão

Nubank tem nova CEO para América latina; confira outras mudanças

18 de julho de 2026
Como o Walmart usou o físico para dominar o digital
Artigos

Como o Walmart usou o físico para dominar o digital

17 de julho de 2026
Beleza masculina cresce no mercado global, que deve chegar a US$ 1,52 tri até 2035
Economia

Beleza masculina cresce no mercado global, que deve chegar a US$ 1,52 tri até 2035

17 de julho de 2026
Pleno emprego, mas não pleno consumo: a nova disputa pelo orçamento do brasileiro
Artigos

Pleno emprego, mas não pleno consumo: a nova disputa pelo orçamento do brasileiro

17 de julho de 2026
Ikesaki reforça varejo de experiência com espaço dedicado a ativações de marcas em São Paulo
Varejo

Ikesaki reforça varejo de experiência com espaço dedicado a ativações de marcas em São Paulo

17 de julho de 2026
The Best Açaí amplia portfólio de franquias com dois novos modelos de loja
Franquias

The Best Açaí amplia portfólio de franquias com dois novos modelos de loja

17 de julho de 2026
Entre gerações e gôndolas: por que o sucesso continua começando pelas pequenas responsabilidades
Artigos

Entre gerações e gôndolas: por que o sucesso continua começando pelas pequenas responsabilidades

16 de julho de 2026
Próxima Postagem
School of Rock

School of Rock acelera expansão no interior e prevê 15 contratos em 2026

REDES SOCIAIS

NOTÍCIAS

Lula diz que Pix é do Brasil e não será modificado

Lula defende Pix após tarifa dos EUA: “É público, é de graça e vai continuar assim”

18 de julho de 2026
Modelo de IA da China surpreende big techs dos EUA e rivaliza com Claude e ChatGPT

Modelo de IA da China surpreende big techs dos EUA e rivaliza com Claude e ChatGPT

18 de julho de 2026
Quem Disse, Berenice? cria cafeteria inspirada em Friends em São Paulo

Quem Disse, Berenice? cria cafeteria inspirada em Friends em São Paulo

18 de julho de 2026
Nubank tem nova CEO para América latina; confira outras mudanças

Nubank tem nova CEO para América latina; confira outras mudanças

18 de julho de 2026
Google pede ao Cade fim do processo que investiga uso de conteúdo jornalístico

Google pede ao Cade fim do processo que investiga uso de conteúdo jornalístico

17 de julho de 2026
Lula diz ter 'obsessão' de fazer alimento ficar barato para população comprar

“Enquanto Trump não falar de tarifaço, eu não falarei”, diz Lula

17 de julho de 2026

Copyright © 2026 Gouvea Ecosystem.

Todos os direitos reservados.

  • Quem Somos
  • Gouvêa Ecosystem
  • Trabalhe Conosco
  • Anuncie na M&C
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo

Senha esquecida?

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Conecte-se

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Editorias
    • Varejo
    • Economia
    • Retail Media
    • Serviços
    • Shopping centers
    • Supermercados
    • M&C Franchising
    • M&C Capital
  • Mercado&Tech
    • Tecnologia
    • Logística
    • E-commerce
    • Artigos Mercado&Tech
  • Mercado&Food
    • Foodservice
    • Abastecimento
    • Indústria
    • Artigos Mercado&Food
  • Opinião
    • Artigos
    • Colunistas
  • Especiais
    • Webcasts e Entrevistas
    • Web Stories
    • Revista M&C
    • Podcast M&C
    • Bora Varejar
    • Band News FM
  • Eventos
    • NRF Retail’s Big Show
    • NRA Show
    • Latam Retail Show

“A Mercado&Consumo possui parceria com o Grupo UOL, que utiliza "cookies" essenciais e outras tecnologias semelhantes para a coleta e processamento de dados, os quais são feitos nos termos da política de privacidade do Grupo UOL.”