A Coca-Cola é a marca mais forte nas favelas brasileiras, de acordo com o ranking Brand Fans, da Novo Outdoor Social (Nós). O estudo aponta que as marcas mais fortes são aquelas que conseguem ocupar o cotidiano do consumidor, com baixa margem de erro e capacidade de gerar confiança ao longo do tempo.
No ranking, O Boticário aparece na segunda posição entre as marcas mais fortes nas favelas do País, seguido por Omo, Nestlé e Tigre.
“As marcas mais amadas nas favelas não são aspiracionais, são estruturais: vencem por presença consistente no dia a dia e baixa margem de erro. O vínculo é construído por desejo e confiança: quem entrega sempre e com qualidade, vira escolha automática e é recomendada”, explica Emilia Rabello, fundadora e sócia da Nós.
O estudo teve como base três pilares:
- Cabeça (Awareness)
- Casa (Compra)
- Conversa (NPS)
A partir desses pilares, a NÓS analisou como se constrói a liderança em um ecossistema com potencial de consumo entre R$ 167 bilhões e R$ 300 bilhões por ano, montante equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) de diversos estados brasileiros.
“Se o nome não está na cabeça, ele não é lembrado. Se não está em casa, não é escolhido. E se não está na conversa, não é indicado pelos moradores”, resume Emilia.
Gênero e faixa etária
Entre as mulheres, empresas associadas ao cuidado e ao valor simbólico, como Veja, Ninho e Natura, lideram o ranking. Já entre os homens, Tigre e Colgate aparecem com mais força, sendo vistas como marcas estruturais.
Na divisão por faixa etária, o público entre 18 e 35 anos demonstra maior abertura à experimentação, ao impulso e menor índice de fidelização, favorecendo marcas como Cacau Show e Fanta. Entre os consumidores acima de 35 anos, o ranking tende à estabilidade e à confiança, com predominância de O Boticário, Tigre e Sadia.
Imagem: Divulgação














