O Banco Central decretou nesta quinta-feira, 30, a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio, citando o comprometimento da situação econômico-financeira da empresa e “graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a sua atividade.”
Ato contínuo, a autoridade monetária decretou a indisponibilidade de cinco controladores e ex-administradores da corretora: Altino Pavan, Daniela Fatima Bernardi Marchiori, Carlos Henrique da Silva Júnior, Ricardo Baraçal Panariello e Wagner Shoji Sato.
“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes”, diz o BC, em nota.
Segundo o BC, a Frente está enquadrada no segmento s4 da regulação prudencial, com baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e ocupando a 78ª posição no ranking de câmbio da autarquia. Em 2025, as operações representaram 0,021% do volume financeiro e 0,054% do total de operações do SFN.
O regulador nomeou Marina Ramos como liquidante da Frente Corretora. Ela já atuou nessa função em empresas da área de saúde, tendo sido nomeada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Juros básicos
Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.
O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.
Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira, 28, o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por causa do falecimento de um parente de primeiro grau.
Com informação do Estadão de Conteúdo/Agência Brasil (Cícero Cotrim).
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